Coronavirus (COVID-19) e os tratamentos de infertilidade

A infecção pelo COVID-19 foi inicialmente relatada em dezembro de 2019 e ainda se conhece muito pouco sobre o impacto deste vírus na gestação e nos bebês gerados. Já existem relatos na China de mulheres portadoras do vírus que deram à luz crianças saudáveis e sem a doença. Embora estas notícias sejam boas, ainda são baseadas em poucos pacientes.

 

Outros coronavirus foram relacionados no passado a problemas durante a gestação, mas ainda não existem dados sobre esta nova forma de coronavirus, o COVID-19. É importante ressaltar que este vírus não tem nenhuma relação com o Zika vírus; este sim relacionado a alterações do desenvolvimento fetal.

 

No momento, com as informações que temos, é prudente que mulheres com infecção confirmada ou presumida evitem iniciar uma gestação, mas não há motivo de alarme para as mulheres já grávidas que adquirem a infecção.

 

Por outro lado, por excesso de zelo é aconselhável que mulheres com suspeita de terem o COVID-19 (que tenham febre e/ou tosse, falta de ar ou estiveram próximas a pacientes com infecção comprovada pelo vírus há menos de 14 dias ) ou com infecção comprovada e que estejam planejando tratamento de reprodução assistida evitem inicia-lo até estarem curadas. Nas pacientes que já estiverem em tratamento sugere-se considerar a criopreservação de oócitos ou embriões, evitando-se utilizá-los até estarem curadas.

 

A infecção pelo coronavírus espalhou-se pelo mundo todo. Entretanto, o momento atual exige calma, muita informação e cautela. O vírus se espalha pelas secreções espalhadas pelas pessoas infectadas (espirro, tosse, saliva e urina). A grande maioria das pessoas que apanha a doença tem um quadro gripal leve a moderado acompanhado de tosse. Pessoas acima dos 65 anos e principalmente com mais de 80 anos podem ter quadros mais graves com insuficiência respiratória (falta de ar grave) que vai necessitar de internação hospitalar.

 

Para não infectarmos as pessoas mais idosas, que nos são caras (pais e avós) devemos evitar o máximo a nossa contaminação. Para isto existem cuidados simples, mas bastantes efetivos:

 

  • Evitar aglomerações.
  • Evitar abraços, beijos e até apertos de mão.
  • Lavar a mão com água e sabão antes de comer e sempre que entrar em contato com outras pessoas ou colocar a mão em superfícies muito utilizadas (exemplo: corrimão de escada, apoio no transporte público,etc). O álcool gel ou líquido 70% pode substituir a lavagem com água e sabão e é bastante efetivo para evitar a contaminação.
  • Lavar o rosto e o nariz sempre que possível.
  • Evite compartilhar objetos pessoais, tais como talheres.
  • Deixar os ambientes bem arejados.

 

Comunique o seu médico o mais rápido possível se tiver sintomas gripais como coriza, tosse e principalmente febre por mais de 48 horas e se algum familiar ou pessoa do seu contato for contaminado pelo coronavírus. Em ambos os casos recomenda-se  isolamento.