Especialistas
Saiba quem são os nossos especialistas em reprodução humana assistida

Cristiano Busso

O Dr. Cristiano Busso especializou-se em reprodução humana no Instituto Valenciano de Infertilidade, Espanha, onde trabalhou na equipe de medicina reprodutiva durante 3 anos;
Foi médico visitante da clínica de reprodução humana do Women and Infants Hospital, na Brown University, EUA.
É doutor pelo Departamento de Ginecologia da Universidade de Valencia, Espanha;
É diretor da Mater – Medicina Reprodutiva em São José dos Campos.
É médico assistente da Clínica de Reprodução Assistida da Santa Casa de São Paulo e professor do curso de Pós Graduação em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida da mesma instituição.
Durante o ano de 2015 participou da implementação do primeiro centro de reprodução assistida em Angola, na África.
Atende em São Paulo, São José dos Campos e Marília.

Endereço: Rua Cincinato Braga, 37
Conjunto 92
Bela Vista
São Paulo
CEP: 01333-011

Telefone: (11) 984835843

E-mail: c.busso@clinicamater.com.br

Site: http://www.clinicamater.com.br

Facebook

Infertilidade na África

Artigo publicado no jornal angolano O Pais. Autor: Dr. Cristiano Eduardo Busso

Parece controverso que, em países com altas taxas de natalidade, a infertilidade seja um problema relevante. Casais que não conseguem conceber poderiam adoptar ou até considerar a possibilidade de levar uma vida sem filhos. Esta porém, não é a realidade dos casais que esperam por um filho que não vem.

A cultura dos países africanos, desde a antiguidade, demanda que os casais tenham muitos filhos, considerados sua principal riqueza. Os casais inférteis sofrem discriminação, são estigmatizados e isolados e não raramente este fardo recai sobre a mulher que, para ser socialmente aceite, deve ter pelo menos um filho biológico. Culpa, vergonha e ostracismo não são incomuns a estas mulheres e muitos parceiros as deixam para procurar sua descendência com outra companheira. Para piorar este quadro, estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a proporção de casais inférteis na África Subsaariana é maior que em outras partes do mundo, alcançando 30% dos indivíduos em idade fértil.

A OMS recomenda que a infertilidade seja considerada problema de saúde global e atrai atenção para a necessidade de ampliação da oferta de Técnicas de Reprodução Assistida em países em desenvolvimento. Uma das “metas do milênio” definidas pela OMS, a serem cumpridas até 2015, é o acesso universal à saúde reprodutiva. O primeiro “bebê de proveta” (expressão popularmente usada para a fertilização in vitro) nasceu na Inglaterra em 1978 e nos últimos 30 anos as Técnicas de Reprodução Assistida foram amplamente difundidas. Ainda assim, muitos países africanos não dispõem desta tecnologia.

Casais que têm condições dirigem-se à Portugal, Espanha, Brasil e África do Sul para receber estes tratamentos, ausentando-se de seus afazeres, gastando altas somas e passando por outros constrangimentos que o “turismo médico” pode gerar. Já aos que não têm recursos não sobra alternativa senão procurar os serviços de saúde em seus países, poucas vezes capacitados para este tipo de tratamento.

A recente inauguração de um centro de Reprodução Assistida em Luanda, assim como iniciativas de serviços de saúde privados e públicos no sentido de incorporar estas técnicas, são acontecimentos alentadores para inúmeros casais que se sentiam privados de sua maior herança, seus filhos.

 

Link: http://opais.co.ao/infertilidade-em-africa/